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Jornalista perde irmão de 49 anos “Apresentei notícias em condições difíceis”

Carlos Daniel falou pela primeira vez sobre uma das fases mais complicadas da sua vida e da sua carreira, quando ocorreu a morte do seu irmão de 49 anos.

Numa entrevista com Daniel Oliveira, o jornalista de 48 anos falou sobre a sua profissão e sobre os seus momentos mais complicados.

“Uma pessoa mais completa e preocupada (…) Tornou-me uma pessoa mais capaz de separar o essencial do acessório”.

Carlos Daniel, ao contrário do que muitas pessoas pensam, deixou o emprego estável na RTP por vontade própria, ele decidiu abraçar um novo desafio na Federação Portuguesa de Futebol onde desempenha outras funções.

Ele é o principal rosto dos conteúdos do canal.

“Há momentos que temos de trocar a acomodação pelo risco de fazer algo novo. Tenho um projeto que junta dois mundos que eu adoro que é a televisão e o futebol. Acredito que o canal vai ser bom para a televisão, para o País e para o futebol. […]  Houve uma grande compreensão po parte da minha mulher e os minhas filhas”, afirma.

Ele admitiu que está a ser duro estar longe da RTP pois trabalhou lá durante 27 anos!

“Está a ser duro ainda porque são 27 anos, porque são muitos amigos, muitas rotinas, cada memória deixa-me saudades (…) Não quis de maneira nenhuma uma despedida, é um sítio onde vou voltar, tomar um café com as pessoas (…) Aprendi que há pessoas que me são profundamente gratas, senti que lhes fiz bem. (…) ‘vais fazer muita falta’ foi a frase mais repetida e que isso toca.”

O momento mais triste e emocionante foi quando Carlos Daniel recordou a morte do seu irmão.

“10 de maio e 19 de fevereiro são dias difíceis, porque marcam o nascimento e a morte do meu irmão. Eu sabia que o meu irmão tinha problemas de saúde, mas não achas que isso vai acontecer quando ele tem 49 anos. Acordar sobressaltado a meio da noite (…) foi um momento muito difícil (…) Gosto de olhar para a vida do meu irmão e pensar que, à maneira dele, viveu como quis”.

Ele revelou ainda que trabalhou em condições emocionais muito difíceis “Sim, apresentei notícias em condições dificulteis, com tristeza, sofrimento pessoal, caso a morte do meu irmão. Moderei um debate dias depois, os convidados perceberam, mas no ar acho eu ninguém percebeu”.

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